Mifepristone onde comprar?

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THOR

 

  • Todos os métodos de aborto durante o primeiro trimestre têm um pequeno risco da gravidez prosseguir independentemente da tentativa de a terminar. O risco da gravidez prosseguir é de cerca de 0,23% para o aborto cirúrgico e entre 0,1% e 1,4% (dependendo do protocolo utilizado e da experiência da clínica) para o aborto farmacológico (aborto induzido com fármacos em vez da realização de um procedimento cirúrgico).
  • O aborto medicinal com mifepristona e prostaglandina é o método de aborto mais eficaz para gestações até às 7 semanas.
  • A aspiração por vácuo convencional realizada antes das 7 semanas de gestação, apresenta uma taxa de insucesso maior para gestações mais avançadas. Os protocolos devem incluir examinação do material aspirado para confirmar a presença do saco gestacional e/ou seguimento dos valores da gonadotrofina coriónica humana (hCG), para garantir que o aborto foi completo.
  • A aspiração por vácuo no inicio da gestação, utilizando um protocolo rigoroso (que inclui a magnificação do material aspirado e indicações para seguimento dos valores da gonadotrofina coriónica humana (hCG), pode-se utilizar para gestações até às 7 semanas, apesar das pesquisas indicarem que a taxa de insucesso é maior que para aborto farmacológico.
  • O aborto medicinal com o uso de mifepristona mais prostaglandina continua a ser um método apropriado para utilizar em mulheres na faixa das 7-9 semanas de gestação.

 

A Mifepristona é vendida fora dos Estados Unidos pelos Laboratórios Exelgyn, com o nome de Mifegyne, é produzida em França, e está aprovada para:

  1. Término farmacológico de gravidezes intra-uterinas até 49 dias de gestação (ou até 63 dias de gestação na Grã-Bretanha e Suécia).
  2. Amolecimento e dilatação do cérvix anterior a dilatação cervical mecânica para terminar com uma gravidez.
  3. Uso em combinação com gemeprost para término de gravidezes entre 13 e 24 semanas de gestação.
  4. Para indução de parto em casos de morte fetal in utero[6]

A Mifepristona é comercializada nos Estados Unidos pela Danco Laboratories com o nome Mifeprex[7] e está aprovada pela Food and Drug Administration nos Estados Unidos para término de gravidezes intrauterinas até 49 dias de gestação. Sob o protocolo aprovado pela FDA, uma dose de 600mg de mifepristona deve ser administrada por um clínico, e em seguida a mulher tem uma sessão de aconselhamento. Dois dias depois, um clínico administra 400µg de misoprostol, para induzir contrações. Em estudos realizados na Europa, este método terminou entre 96% e 99% das gravidezes até 49 dias de gestação, mas num grande ensaio multi-cêntrico realizado nos Estados Unidos entre Setembro de 1994 e Setembro de 1995, a eficácia foi menor (92%), o que os autores do estudo sugeriram dever-se à falta de experiência com este método nos Estados Unidos e/ou com o próprio desenho do estudo.[8] Na Europa e na China, um período de observação de várias horas é requerido após a administração do misoprostol. Se a expulsão do tecido fetal não ocorrer durante o período de observação, é oferecido um aborto cirúrgico. Nos Estados Unidos não é requerido um período de observação, mas é fortemente recomendado.[9]

A Mifepristona pode também ser utilizada em pequenas doses como contracetivo de emergência; se tomada após a relação sexual mas antes do período de ovulação, pode inibir a ovulação e assim evitar uma gravidez. Para esta utilização, uma dose de 10mg não é tão eficaz como uma dose de 600mg, mas tem menos efeitos secundários.[10] A Mifeprex e a Mifegyne apenas estão disponíveis em comprimidos de 200mg.[11]

Uma revisão de estudos realizados em humanos, descobriu que os efeitos contracetivos da dose de 10mg devem-se provavelmente aos seus efeitos na ovulação, e não na inibição da implantação do embrião, mas “o conhecimento do mecanismo de acção permanece incompleto”. O tratamento com 200mg de Mifepristona altera a expressão do recetor do esteróide nas Trompas de Falópio, inibindo o desenvolvimento do endométrio e prevenindo eficazmente a implantação. [12]

Outras utilizações[editar | editar código-fonte]

O uso da mifepristona está aprovado nos Estados Unidos e na União Europeia para o tratamento da Síndrome de Cushing[13][14] através de uma preparação com patente comercializada pela Corcept Therapeutics. Outras aplicações médicas da mifepristona estudadas em ensaios clínicos incluem o seu uso regular como contraceptivo oral de longo prazo e o tratamento das seguintes patologias: infeção por HIV, fibróides uterinos, endometriose, depressão major com características psicóticas, depressão bipolar e desordens que causam disfunção cognitiva, stress pós-traumático, doença crónica de multissintomas,[15] glaucoma,meningiomas, cancro da mama, cancro do ovário e cancro da próstata. A mifepristona mostrou actividade anti-HIV não detetável em ensaios clínicos.[16][17][18][19] A mifepristona mostrou uma promessa inicial no tratamento da depressão major psicótica, uma forma de depressão difícil de tratar,[20] mas um ensaio clinico de fase-III terminou antes do tempo devido à falta de eficácia demonstrada.[21] O tratamento com mifepristona demonstrou melhorias clínicas no tratamento dos sintomas do stress pós traumático num pequeno ensaio clinico publicado em 2012.[22] Foi também descrito o seu uso como agente de amadurecimento cervical.[23]

Contraindicações[editar | editar código-fonte]

Em ensaios clínicos, praticamente todas as mulheres que utilizaram o protocolo de mifepristona/misoprostol sentiram dor abdominal, cólicas uterinas e apresentaram manchas ou sangramento vaginal durante em média 9 a 16 dias. Cerca de 8% das mulheres tiveram algum tipo de sangramento por 30 ou mais dias. Outros efeitos secundários menos comuns incluem náusea,vómito, diarreia, tonturas, fadiga e febre.[24] A doença inflamatória pélvica é uma complicação muito rara mas séria.[25] Os casos de sangramento excessivo e de aborto incompleto requerem uma intervenção médica posterior (como a aspiração por vácuo). Em ensaios clínicos entre 4,5% e 7,9% das mulheres necessitaram uma intervenção cirúrgica.[24] A mifepristona é contra-indicada na presença de um dispositivo intra-uterino (DIU), bem como nos casos de gravidez ectópica, insuficiência adrenal, distúrbios hemorrágicos, porfiria hereditária e em casos de terapia com anticoagulantes ou terapia de longa duração com corticosteróides.[24] A informação de prescrição da FDA afirma que não há dados disponíveis acerca da segurança e eficácia da mifepristona em mulheres que sofrem de condições médicas crónicas e em mulheres que têm mais de 35 anos e são fumadoras de 10 ou mais cigarros por dia. Por este motivo estes casos devem ser tratados com precaução pois estas pacientes foram geralmente excluídas dos ensaios clínicos com mifepristona.”[24]